Manifestantes voltam a reunir-se em frente ao hospital de Portimão

Novo apelo a mais investimento no serviço de saúde do SNS

Cerca de 100 pessoas juntaram-se este sábado à porta do Hospital de Portimão para protestar contra a deterioração dos serviços públicos de saúde no Algarve.

Empunhando cartazes com mensagens como “Não ao encerramento dos serviços de Obstetrícia, Obstetrícia e Pediatria do Hospital de Portimão”, “A saúde é um direito” e “Não ao agravamento dos cuidados de saúde”, os manifestantes voltaram a apelar a mais investimento no serviço de saúde do país (SNS).

O hospital de Portimão, em particular, foi atingido no ano passado pelo encerramento temporário dos serviços de obstetrícia, obstetrícia e pediatria, sobretudo aos fins-de-semana, obrigando as grávidas do barlavento algarvio a deslocar-se até Faro.

“São necessários mais investimentos na área da saúde algarvia para evitar as restrições e encerramento de serviços hospitalares cada vez mais comuns em Portimão”, disse Bruno Luz, da Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde do Barlavento Algarvio lusa agência de notícias.

Segundo Luz, o grosso do investimento deverá ser “criado condições para manter médicos e enfermeiros na zona.

“Neste momento, pelo que temos ouvido dos médicos, não há incentivos para que médicos e outros profissionais (de saúde) permaneçam no Algarve”, disse.

Esta situação tem levado a uma “deterioração dos cuidados de saúde nos hospitais e centros de saúde do Algarve porque não existem ações concretas do Governo para resolver a situação.

“É um problema que se agrava a cada ano devido à passividade incompreensível dos formuladores de políticas”, disse Luz.

Conforme salientou, há muitos anos que os protestos decorrem em frente ao Hospital de Portimão, com os manifestantes a manifestarem a sua preocupação com a “deterioração do serviço nacional de saúde”.

Muitos profissionais de saúde optaram por mudar para o setor de saúde privado porque o serviço de saúde do governo simplesmente não consegue reter seus funcionários, aponta a comissão.

Assim, “são necessárias ações imediatas e concretas para resolver problemas identificados há anos que afetam o atendimento médico da população algarvia e de quem escolhe a região para as suas férias”, acrescenta.

Bruno Luz também prometeu que os protestos vão continuar até que o governo aja para impedir o fechamento dos serviços hospitalares.

Pela Miguel Bruxo
michael.bruxo@portugalresident.com

Marco Soares

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