Propriedade da oligarquia e aviões em Portugal questionáveis

O BE perguntou ao Governo se tinha conhecimento da propriedade do oligarca russo, nomeadamente Aleksandr Sergeevich Bukreev e da família Ananyev, e da aeronave privada registada na Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC).

No documento, o partido diz que Aleksandr Sergeevich Bukreev é dono de “um total de nove edifícios residenciais, um dos quais em Portugal”.

De acordo com o diário russo Kommersant, Aleksandr Sergeevich Bukreev, afirmou em 2018 receitas de cerca de € 2,2 milhões

Em relação à família Ananyev, o partido disse que Alexei e Daria Ananyev “possuem, entre outros ativos, imóveis de luxo com sede em Portugal”.

O BE menciona a documentação apresentada ao Tribunal Meshchansky, na sequência do divórcio entre Alexei e Daria, cujas partilhas, segundo as partes, indicam que os dois possuem imóveis em território português.

Em 2017, a revista Forbes estimou que o patrimônio líquido de Alexei e Dmitri Ananyev, o empresário de tecnologia que fundou o banco russo Promsvyazbank, era de € 1,2 bilhão e € 1,5 bilhão, respectivamente.

Em ambos os casos, o Bloco de Esquerda questionou ainda se os investimentos feitos para a aquisição destes imóveis se enquadram no programa de vistos gold.

“Preocupa-nos, dada a atual invasão da Ucrânia e dada a impunidade dos poderes financeiros, que os interesses económicos e políticos associados ao atual regime de Vladimir Putin e do partido Rússia Unida detenham imóveis em Portugal e, em particular, que tais o investimento estrangeiro tem sido feito no âmbito do programa golden visa”, disse o partido.

Avião particular

O BE respondeu a uma terceira pergunta ao ministro da Infraestrutura, na qual perguntava “que medidas foram tomadas para saber quantos aviões e pequenas aeronaves estão registrados na ANAC pelos proprietários russos”.

O BE também questionou o governo sobre as alegações feitas no Twitter pelo hacker Rui Pinto sobre voos privados realizados por oligarcas russos de Portugal na sequência da imposição de sanções da União Europeia (UE) em 27 de fevereiro, que incluíam o encerramento do espaço aéreo dos Estados-Membros para as companhias aéreas russas e companhias aéreas.

Rui Pinto referiu a viagem, que decorreu no passado dia 7 de março, a Moscovo e onde uma das rotas envolveu um jacto privado com matrícula portuguesa CS-DOF, modelo Bombardier Challenger 650, registado na ANAC, e tendo “supostas ligações a Dmitri Mazepin, um dos oligarcas.” A Rússia é o alvo das sanções da UE.

Na sequência desta publicação, a ANAC anunciou que está a realizar uma investigação para confirmar a informação reportada pelos hackers portugueses.

Fernão Teixeira

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