TAP Portugal diz que hackers roubaram e publicaram dados pessoais de passageiros

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LISBOA, 22 Set (Reuters) – A transportadora de bandeira portuguesa TAP disse a clientes nesta quinta-feira que hackers roubaram alguns de seus dados pessoais e os publicaram na dark web, embora a companhia aérea endividada do país tenha dito que todos os detalhes de pagamento pareciam seguros.

A TAP disse em uma carta aos clientes que os ataques cibernéticos do mês passado obtiveram de seus servidores nomes de pessoas, nacionalidades, endereços de e-mail e residenciais, contatos telefônicos e números de passageiros frequentes.

“A divulgação de dados pessoais por meio de código aberto pode aumentar o risco de uso ilegal, que visa obter outros dados que possam prejudicar os sistemas digitais em tentativas fraudulentas como phishing”, disse a TAP.

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“Não há sinal de que os dados de pagamento tenham sido recuperados do sistema TAP”, disse. A companhia aérea também disse que tomou medidas imediatas de contenção para manter seus sistemas funcionando e proteger outros dados.

Ele insta os clientes a serem cautelosos com contatos não solicitados que solicitam informações pessoais e diz a eles para não clicarem em links e anexos em e-mails suspeitos. A TAP também recomendou a alteração da senha para uma mais forte e disse que se absterá de mais contato com clientes individuais sobre o assunto para evitar confusão.

A CEO da TAP, Christine Ourmieres-Widener, disse a repórteres que a companhia aérea leva “muito a sério os dados dos clientes” e disse que o incidente foi decepcionante.

Ele não divulgou o número de clientes afetados, que alguns meios de comunicação locais dizem ser de cerca de 1,5 milhão, dizendo que as estimativas nem sempre correspondem aos fatos. Ele prometeu mais investimentos adicionais em segurança cibernética.

Os militares portugueses foram recentemente alvo de um ciberataque no qual centenas de documentos classificados da NATO foram alegadamente roubados e vendidos na dark web, informa o jornal Diário de Noticias. As autoridades portuguesas não reconheceram a violação, mas disseram que estão investigando se houve uma.

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Reportagem de Sergio Gonçalves e Andrei Khalip. Editado por Jane Merriman

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Chico Braga

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